Lisboa

O município de Lisboa é dotado de meios próprios (equipamento e recursos humanos) para a recolha de resíduos urbanos, incluindo também a recolha das frações embalagem papel e cartão, vidro, plástico e metal e também resíduos orgânicos.

Durante o projeto LIFE PAYT será aplicado um tarifário PAYT aos cerca de 300 grandes produtores (> 1100 L de resíduos/dia) de uma lista que inclui hospitais, centros comerciais, empresas e outros serviços. A intervenção do projeto implicará alterações ao sistema atual de recolha, algumas das ações a desenvolver serão identificar os contentores, melhorar os veículos de recolha e a otimizar as rotas. Os contentores muito velhos ou danificados serão substituídos por novos e se aumentará o número de contentores para a recolha seletiva. Na altura da recolha, a informação do chip é lida por um sensor ótico adicionado ao veículo de recolha e os dados são transmitidos por GPRS para uma plataforma centralizada, onde serão processados.

O volume de resíduos medido é incluído na fatura a enviar no fim do mês ao proprietário do contentor. A identificação dos contentores através de um sistema RFID é essencial para garantir a rastreabilidade, monitorizar as quantidades de resíduos produzidas e otimizar as rotas de recolha. Espera-se, em contrapartida um aumento da recolha da fração de materiais recicláveis e uma maior eficiência de recuperação de materiais dos resíduos.

Factos e números do projeto:

  • Envolve 300 grandes produtores não domésticos de resíduos urbanos.
  • O centro da Zona Metropolitana de Lisboa tem 552 700 habitantes e cerca de 100 km2
  • Os resíduos indiferenciados dos grandes produtores atualmente atinge cerca de 35 100 toneladas por ano.
  • A região abrange 2.8 milhões de habitantes
  • Cerca de 334 mil empresas, das quais 97 mil estão na cidade de Lisboa.
  • Cerca de 6000 pequenos chips RFID (radio frequency identification) com informação sobre o volume e o proprietário serão colocados nos contentores existentes.
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