Projeto piloto LIFE PAYT termina e novo tarifário de resíduos chega em 2022

Realizou-se esta terça-feira a sessão final de monitorização do projeto LIFE PAYT. Apesar de a fase piloto terminar para Condeixa, o projeto vai começar de facto para este município em 2022.

O projeto piloto europeu LIFE PAYT foi finalizado em Condeixa-a-Nova. O município prepara-se agora para implementar em definitivo um novo sistema tarifário para resíduos em 2022, divulgou ontem esta autarquia. A premissa é beneficiar quem recicla mais e produz menos resíduos indiferenciados para aterro.

“Este é o caminho a seguir face às tão ambiciosas e exigentes mudanças que se perspetivam para os municípios em tão curto espaço de tempo. Por isso, neste momento, estamos a desenvolver as diligências técnicas necessárias à implementação efetiva do sistema e da nova fatura PAYT de modo que em Condeixa se pague apenas pelos resíduos que não são reciclados, incentivando à separação e à redução de resíduos indiferenciados, promovendo desta forma uma economia circular”, revelou Nuno Moita, presidente da Câmara de Condeixa.

A sessão final de monitorização do projeto LIFE PAYT realizou-se terça-feira. Aprovado pela Comissão Europeia e designado “PAYT – Ferramenta para Reduzir Resíduos no Sul da Europa”, inclui o Município de Condeixa, mas também Lisboa e Aveiro. Refira-se ainda Larnaka, no Chipre, e Vrilissia, na Grécia, que foram alvo de visita neste processo.

Hoje, o projeto tem o seu workshop final, na Universidade de Aveiro e, amanhã, a sessão de auditoria financeira. A nota do município de Condeixa explica que o projeto visa demonstrar que é possível implementar um modelo de gestão de resíduos assente no princípio do poluidor pagador, um sistema “Pay-As-You-Throw” em que cada um paga em função dos resíduos indiferenciados que deita fora. Incentiva, através de mecanismos financeiros, a separação na origem e o aumento da quantidade dos resíduos enviados para reciclagem. Com base na identificação do contentor e no volume dos resíduos recolhidos, o sistema deve ser capaz de reduzir a quantidade de resíduos indiferenciados.

“Considerando as metas nacionais existentes de redução da deposição de resíduos em aterro e a transformação a que atualmente se assiste neste setor dos resíduos, é fundamental mudar o atual paradigma dos sistemas de gestão de resíduos urbanos com tarifação assente no consumo de água”, sublinha Nuno Moita.

O edil sublinhou ainda que, com este sistema, fica “subjacente que quem mais poluir, mais paga”. Adicionalmente, são compensados os que colaboram com o seu esforço de redução de resíduos.

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